sábado, 15 de setembro de 2012

Dia 2: o dia do surto capitalista



Acordei sabendo que tinham se passado menos de 24 horas do prazo de 48 que a moça do banco tinha me dado pra habilitar meu cartão de crédito, mas minha intuição ou minha teimosia me fizeram tentar mais uma vez. Voilà: estava funcionando e já tinha internet!!!
Fiz algumas coisinhas, e quando foi meio dia parti pra rua. Liguei pra mamy e não consegui falar com p Filipe. Fui a uma loja de serviços telefônicos diferente e o rapaz que me atendeu era uma figura: falava árabe com sotaque francês ou francês com sotaque árabe. Quando eu disse que tinha ligado pro Brasil ele falou assim: “Salvador? Rio?”, daí eu disse que era carioca e na hora ele “Samba, Carnaval!!”. Falei “Oui.” A senhora turca não estava entendendo nada e ficou resmungando, daí eu falei pra ela que era brasileira e ela me olhou de cima a baixo e virou a cara.


Parti rumo a praça da Bellecour. A praça em si não me mexeu tanto: é só bonita quanto a cidade toda. Mas, na frente da praça reside a perdição: é um dos centros comerciais a céu aberto da cidade: lojas e lojas de sapato, roupas, livros, CDs, perfumes, maquiagem... Eu surtei!!! Saí de casa com o propósito de ver as ruínas romanas, ou seja, história, cultura, mas fiquei mesmo no consumo. Mas, em minha defesa digo que, além de gostar de moda, essa andança tinha um objetivo muito sério: pesquisar sapatos e casacos, pois não tenho nada adequado pra o frio que me espera daqui (aliás, ontem mesmo já estava fazendo 16 graus).
Fiquei em dúvida se os casacos que vi por lá serão suficientes pro frio lyonaiss e acabei não comprando. Quanto a sapato, só tô em dúvida com relação ao estilo, pois todos tem forro quentinho pros meus dedinhos.

Entrei na H&M, que sempre vi no Esquadrão da Moda americano e ficava morrendo de vontade de comprar as coisas de lá. Fiquei de olho numas blusas, mas nem experimentei nada. Fui pra parte de lingerie e fiquei com medo: todos os sutiãs tem enchimento. Mas não pouquinho como os do Brasil não... É muita espuma! Até nos pra seios grandes, que tecnicamente não precisaria de ‘engano’, tem. Tipo, acho que o objetivo é ficar parecendo atrizes de pornô americano. Uma loucura!
Enfim, vou voltar lá pra pegar minhas blusas e quem sabe comprar o casaco, pois foi lá que eu vi um (mas fiquei na dúvida quanto a eficácia – mas isso vou tirar com meus informantes)

Entrei em mais duas lojas femininas, mas muita coisa outonal (afinal, é outono), mas que pra mim não serve pois o que é outono pra eles é inverno pra mim. Só tinha muita malha de tricô, muitos casaquinhos de vó, que já tenho e não é o que preciso. Ah, tem cachecol de tudo quanto é forma, tamanho, material... Outro surto!

Andei até o outro rio, o Saône e voltei. Aí entrei numa loja grande, chamada Printemps. Imagine uma C&A mega luxuosa: essa é a Printemps. Entrei pela porta da seção de perfumes: várias ilhas de produtos separados por marca. Chanel, Dior me chamaram logo atenção, mas nem vi o preço do meu perfume (que também tenho que comprar pois estou sem desde março deste ano, e não queria comprar lá e pagar mais caro sabendo que viria pra cá). Depois dos cosméticos e perfumes vinham as bolsas, mas antes de chegar lá desci pela escada rolante até a parte de sapatos. Logo ao pé da escada tinha uma moça dando um folheto e falando que devido ao início da coleção aquele dia era a festa do sapato. O que isso significa? Moças muito arrumadas e muito bonitas andando pela loja com sapatos novos em bandejas. Achei muita frescurada e saí da loja sem mesmo ver roupas.

Pra me privar de outro surto, preferi nem entrar nas lojas de maquiagem (Séphora e Mac).





Pra me privar de outro surto, preferi não entrar na Fnac, pois já tinha surtado com a entrada da loja... Vou deixar pros surtos de livro quando começarem as aulas. Agora estou é passeando.

Um comentário:

  1. òtimo! EStou amando. Parabéns por resistir as compras. ESpere as liquidações...
    Sephora? Ai, ai...

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