domingo, 16 de setembro de 2012

O dia mais feliz de minha existência !!!


Dia 3:
             Hoje estava determinada a visitar as Ruínas do Teatro Romano. E assim o fiz. Atravessei a primeira ponte sobre o rio Rhône, a praça de Bellecour (que fica no meio do Presq’île, a “Quase-ilha”, ou “Península”) e depois a ponte do rio Saône.  

Antes de começar a subir, chego a praça de Saint Jean. Uma fofura... très jolie. Na praça fica a Primatiale Cathedral de Saint Jean-Baptiste. Tiro algumas fotos do lado de fora e resolvo entrar. Imediatamente fui invadida por um sentimento tão grandioso, por um arrebatamento que tenho certeza que não tem nada a ver com admiração estética. Foi Deus. Pronto. Senti uma grande presença de Deus, indescritível. Nem preciso dizer que chorei né? [aí vcs podem pensar ‘grandes coisas, ela também chorou no McDonalds...’ É verdade, mas é diferente, incomparável.] Naquele momento me senti a pessoa mais feliz do mundo (e ainda estava longe das Ruínas romanas). Sabe, poder estar poder estar ali, poder enxergar e contar as maravilhas que estou vivendo, é algo que não tem preço...
Sentei e rezei. Chorei... Tirei algumas fotos.


Comecei a subida da colina onde fica a Basísica de Notre Dame de Fouvière e o Teatro Romano. Meio perdida, pensando na vida. Estava um sol forte, mas corria um vento muito gelado. Antes de chegar aos meus objetivos passei por um colége de segundo grau. Cara, muito louco: vi adolescentes vestidos conforme as revistas de moda. As meninas mega-maquiadas, calça jeans skini, camisas jeans ou camisetas e jaquetas de couro, lenços de todos os tipos amarrados no pescoço, saltos e/ou botas. Ah, mochila, mochila é para os fracos: eram bolsas-bolsas mesmo, dessas que usamos no ombro, de couro, de grife. Os meninos de calças jeans e tênis (Adidas ou Puma) blusas de botão, alguns de suéter, também sem mochila: bolsas a tiracolo da Adidas... Óculos escuros, sempre.

Foto de duas moças que passaram por mim quando eu descia. Olha o naipe.


Chegando as Ruínas foi outro arrebatamento... Indescritível estar ali também. Em Lyon se respira história e cultura a cada esquina, a cada piscar de olhos. Mas ali é diferente. Também não contive a emoção e chorei. Não tenho dúvidas em afirmar que esse foi o dia mais feliz de minha existência!


Depois, segui andando e cheguei a Basílica de Fouvière, mas confesso que nada mas, como está em reforma por dentro, não foi tão arrebatadora quanto as outras visitas. E também acho que prefiro me encantar com ela do lado de cá dos rios, onde ela aparece a cada esquina, silenciosa e discreta, todos os dias.

Pra terminar, entrei numa papelaria só por curiosidade. Se a Raissa já pira nas papelarias sem graça do Brasil, imagina numa cheia de encantos franceses.... Tive vontade de comprar um monte de coisas pra presentear meus miguxos, mas ainda não está na hora de comprar presentes.



Depois, só uma caminhadinha nos Quais... Cada ponte é um flash!

Um comentário:

  1. Nossa, papelarias.... Eu iria surtar! fato.
    Bom, de quantas pontes se faz Lyon? Já parou para contar? Continua caçando os leões pela cidade?

    Eu quase quis brincar, dizendo que Mac donalds é um Deus menor, mas sei o arrebatamento que está falando. Já senti fisicamente o que é isso, e não existe força maior. Inexplicável.
    Chorei aqui.
    Amo.
    beijocas!

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